sábado, 30 de junho de 2007
A boca que não sorri, mas que pensa. O cérebro que não projeta, mas conclui.
"Sei... Que a tua solidão me dói. E que é difícil ser feliz, mas do que somos todos nós..."
[Além do quese vê - Los Hermanos]
Toda solidão é fiel e necessária e há diversos pontos de analisá-la.
São 00:12 [-3 GTM] e estou só e só que eu digo é eu e os Los Hermanos, claro! Ah, a próposito sou uma fiel fã deles e claro que lamento o 'hiato' que eles se permitiram, mas favor notar que não curto Anna Júlia! Bem verdade, O-D-E-I-O Anna Júlia.
Entonces, eles sempre me ajudam a encaixar alguma coisa. Uma pedra no tabuleiro que não tenha uma visível serventia ou me ajudam a sei lá o quê.
Sei que curto o som deles e gostei de um pronunciamento que o Medina [Bruno Medina - Tecladista] fez outro dia a respeito deste 'hiato': "O problema das pessoas é não saber lidar com a palavra INDETERMINADO". E não é que é verdade! Finalmente esse não sorridente teve razão em alguma coisa, na verdade acho que foi segunda coisa sensata [e que realmente vi ele falando] que ele falou. A outra, foi no making-of do DVD Cine Íris, que ele diz que gringo não usa desodorante.
Enfim, nem comecei a escrever esse texto para falar dos pronunciamentos do Medina e tampouco dos Los Hermanos e nem sei o real motivo que resolvi escrever. Bem verdade [nossa! como gosto dessa expressão, tal como uma idêntica a essa que é: na verdade] até sei.
Gostaria de expor alguns pontos [exposição essa que uns poucos lerão e nem faço questão de muitos].
Vamos lá:
O indeterminado que o Medina citou outro dia [lá venho novamente falar dele... aff!] é realmente um fato! É impressionante como as pessoas não conseguem lidar com o mesmo e como falta uma grande mão de obra que saiba retransmitir o não entendimento dessa palavra. Suspeito que haja um receio [enorme receio] que este INDERMINADO seja o 'nunca mais' e isso de fato nunca saberemos agir perante o mesmo.
Lembro-me bem do dia em que minha mãe disse: "Você nunca mais verá seu irmãozinho, minha filha!" [O irmãozinho citado não era irmão, era primo. Mas, sempre o amei mesmo ele não sendo meu irmão e até tinha uma certa inveja dele, pois ele tomava cataflan infantil e eu não. E sim! Sempre gostei de cataflan. Para garganta inflamada [a minha, claro!] ele é tiro-e-queda!].
E quando me foi transmitido isso, não soube bem o que era.... Passei algum tempo para tomar ciência e saber diferenciar o "inderminado" para o "nunca mais".
E conclui que:
*Não é o fato de eu não poder [ou contra minha vontade esse poder seja executado] ver alguém, eu irá deixar de amá-lo. E conclui isso há quase 2 anos atrás.
Bem... Que texto mais sem pé e nem cabeça e que eu tanto ressalto o Medina, que nem gosto muito, mas apesar dele não sorrir nos shows e ser um tanto quanto introspecto, até que ele é de aproveitavéis pensamentos.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Tantas em uma...

Todas as cidades têm automóveis, pessoas, ruas e blá blá blá blá...
Há uma que é uma muralha e que dia após dia consolida-se entre espaços e mais espaços [na verdade, cada vez mais é menos espaço].
O dia nasce, o Sol radiante traz consigo vários estigmas que vão despredendo-se e poucos notam. Afinal, é complicado imaginar como uma cidade pulsa em meio a tanta gente que pode se ver todos os dias, mas não se notam.
Escadas que levam para baixo das praças e que não contêm tesouro nenhum e que também, não guardam nenhum segredo.
Os relógios que bandalam e poucos olham para cima, para contemplar o céu que cada vez mais parece estar vetado.
Pessoas e pessoas... Pessoas de todas as etnias, classes, gostos e afins. Uns se respeitam, outros preferem o não reconhecimento. Umas andam de bicicleta [raras, na verdade], outras de carro, outras de ônibus, outras de metrô e tantas outras a pé [na verdade, há muitas dessas em todos os cantos, nesta então nem se fala]. Outras que moram em baixo das diversas pontes que há e em uma delas, tantas pessoas exercitam-se na busca de manter a forma.
Shoppings que estão sempre com pessoas e outros que viraram até passagem de metrô.
O céu cinza a qualquer hora do dia, mostra-se presente mesmo quando não há tanta nitidez assim. E o cheiro de esgoto é quase sempre típico em alguns pontos. Contudo, em alguns outros pontos, nota-se árvores que espelham-se em águas límpidas.
É cheiro de verde [raro, mas há!], é cheiro de esgoto, é cheiro de gente, é passos e passos que compassam um embalo de uma sinfonia composta todos os dias.
Monumentos há para todos os lados, uns denominam tal lugar como o berço da cultura. E bem verdade, muitos movimentos explodiram por aquelas bandas.
Cheiro de sacola de supermercado, rapa e muamba por algumas calçadas.
Tribos para todos os lados que se respeitam e que impõe alguma coisa [e na verdade, podem impor tudo, exceto respeito próprio].
Risos e silêncio evidenciam que palavras não precisam ser ditas e que os olhares já falam por si só. Braços entrelaçam-se numa dança de carinho e que poucos compartilham disto. [Creio eu, que por falta de tempo].
Há flores brotando em diversos pontos, e que viram pontos imagináveis, vistos de cima, do auto de um picadeiro, do auto de um arranha-céu [dos muitos]. Aprisionamentos, mas também há Liberdade; há angústias, mas também há Consolação... Há tantas coisas e em tantos lugares, há corações pulsando e ânseios a serem conquistados.
No mais, há saudade que lateja aqui...
"São Paulo fede. São Paulo é cinza. São Paulo é quente. São Paulo chove. Mas, São Paulo, a capital, é fundamental. A cidade onde quem não tem bilhete único se trumbica, quem tem carro se estressa e quem tem bom senso trabalha perto de casa (ou em casa mesmo). São Paulo da cratera, São Paulo da boêmia, da cultura. Do metrô. Metrô, sim, é progresso. Não engarrafamento, como certa vez disse um outro. [...] E ai, vou de vez para São Paulo. Morar ao lado de uma estação de metrô, ou a uma distância curta do trampo dos meus sonhos."
domingo, 17 de junho de 2007
Batatinha
Vamos acabar com isso!
Respiremos dentro d'agua! E assim, bom seria, se batessémos nossos pés, com as mãos na borda.
A alegria seria nossa! E só da alegria seríamos, por mais singelo que um sorriso de cantinho de boca assim, tão sutil vinhesse.
Fechemos a porta do guarda-roupa, mas deixemos a porta da casa aberta, nela há mistérios e felicitações.
Devaneios de uma batatinha que estar por germinar e assim, encantar os corredores sem lamparinas e lampiões, e sem velas.
A energia elétrica ainda não chegou, mas seus dentes brilham e cá iluminam esse imensidão de marasmo.
Enfim... Devaneios de uma semi-madrugada, que bem entendemos e que no mais, nos fortalece mesmo com a vida perene e inconstante que nos anima a cada surpresa que esta mesma vida nos mostra e nos presenteia.
[E isso foi só o [re]começo de um elo imaginável de valor exponencial que tente ao infinito, quando 'x' for 'N'.]
Respiremos dentro d'agua! E assim, bom seria, se batessémos nossos pés, com as mãos na borda.
A alegria seria nossa! E só da alegria seríamos, por mais singelo que um sorriso de cantinho de boca assim, tão sutil vinhesse.
Fechemos a porta do guarda-roupa, mas deixemos a porta da casa aberta, nela há mistérios e felicitações.
Devaneios de uma batatinha que estar por germinar e assim, encantar os corredores sem lamparinas e lampiões, e sem velas.
A energia elétrica ainda não chegou, mas seus dentes brilham e cá iluminam esse imensidão de marasmo.
Enfim... Devaneios de uma semi-madrugada, que bem entendemos e que no mais, nos fortalece mesmo com a vida perene e inconstante que nos anima a cada surpresa que esta mesma vida nos mostra e nos presenteia.
[E isso foi só o [re]começo de um elo imaginável de valor exponencial que tente ao infinito, quando 'x' for 'N'.]
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Pingüim de geladeira
Boa tarde!
-Boa tarde!
Mesa para quantos?
-Para umA só! [O seu retardado, quantos você está vendo aqui?! Ou o que minha face demonstra?!]
Me acompanhe por favor, senhorita.
O cardápio estava situado à direita da mesa que apesar de quatro cadeiras, apenas um corpo ali estava. E o lugar, mais parecia um boteco de estrada, apesar do garçom usar trajes não característicos para tal espelucanca [pode-se assim dizer].
Na ecomonia de sabores para suco, eis que ali tinnha:
SUCOS .................................................... De tudo!
Fiquei na dúvida se colocava à análise aquele "de tudo" e resolvi pedir em alto e bom tom: "GARÇOM, TRAGA-ME UM SUCO DE URTIGA DE 500 ML!!!"
E ele replicou [sem tom de sarcasmo]: -Com açúcar, adoçante ou natural?!
Meio que desmoralizada, [tri]repliquei: "COM MEL!!!"
Fiquei contando os minutos para que esta iguaria logo me fosse servida e quando lá vem aquele garçom com pinta de pingüim de geladeira e com uma jarra de 500 ml, mel em um pote [me senti um pouco Puff- Walt Disney] de mel.
O suco não tinha gosto de nada, totalmente verde, em uma mistura de cores que mais parecia rúcula, manjericão e cebolinha, mas não pelo gosto, mas pela cor que apenas essas três hortaliças de tom verde me vêm a mente neste momento.
Enfim, o senti traquéia a dentro e por lá, o mesmo efeito que a toxina da "pele" da urtiga emite quando em contato com a pele humana. Uma sensação inexplicável, dor, lágrimas e como coçar minha traquéia?!
Faltou-me oxigênio, meus olhos saltavam como se estivessem para sair de órbita, 50 minutos se passaram, ninguém notou-me e o garçom lastimava, pois apesar de sua idéia, quando propôs suco de TUDO, até hoje ninguém havia sobrevivido à tal iguaria...
Inclusive ele.
-Boa tarde!
Mesa para quantos?
-Para umA só! [O seu retardado, quantos você está vendo aqui?! Ou o que minha face demonstra?!]
Me acompanhe por favor, senhorita.
O cardápio estava situado à direita da mesa que apesar de quatro cadeiras, apenas um corpo ali estava. E o lugar, mais parecia um boteco de estrada, apesar do garçom usar trajes não característicos para tal espelucanca [pode-se assim dizer].
Na ecomonia de sabores para suco, eis que ali tinnha:
SUCOS .................................................... De tudo!
Fiquei na dúvida se colocava à análise aquele "de tudo" e resolvi pedir em alto e bom tom: "GARÇOM, TRAGA-ME UM SUCO DE URTIGA DE 500 ML!!!"
E ele replicou [sem tom de sarcasmo]: -Com açúcar, adoçante ou natural?!
Meio que desmoralizada, [tri]repliquei: "COM MEL!!!"
Fiquei contando os minutos para que esta iguaria logo me fosse servida e quando lá vem aquele garçom com pinta de pingüim de geladeira e com uma jarra de 500 ml, mel em um pote [me senti um pouco Puff- Walt Disney] de mel.
O suco não tinha gosto de nada, totalmente verde, em uma mistura de cores que mais parecia rúcula, manjericão e cebolinha, mas não pelo gosto, mas pela cor que apenas essas três hortaliças de tom verde me vêm a mente neste momento.
Enfim, o senti traquéia a dentro e por lá, o mesmo efeito que a toxina da "pele" da urtiga emite quando em contato com a pele humana. Uma sensação inexplicável, dor, lágrimas e como coçar minha traquéia?!
Faltou-me oxigênio, meus olhos saltavam como se estivessem para sair de órbita, 50 minutos se passaram, ninguém notou-me e o garçom lastimava, pois apesar de sua idéia, quando propôs suco de TUDO, até hoje ninguém havia sobrevivido à tal iguaria...
Inclusive ele.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Nostalgia
Ando tão inconstante que é com grande inconstância que cá venho e cá derramo umas lamúrias e coisas até animadoras.
Eis que a noite que agora devora minhas próximas horas, trouxe consigo uns lembranças vazia de tantos fatos e cheias de tantos ocorridos.
Um filme passou durante uns segundos e deixou-me uma sensação de surrealidade de como tanto aconteceu e nada ficou. Mas, de fato até ficaram algumas coisas, coisas minhas e coisas de outros tantos que comigo compartilharam outras e outras coisas, que por sua vez penso em não citá-las. Que também chego a pensar que não as lembro e isso são apenas delírios que um dia ouvi por diversas vezes e que acabou-se por fixar-se em algum ponto de minha tórrida memória.
Memória essa vezes falhas e vezes traídora. Traí-me quando atrai pensamentos de algum ponto de felicidade que agora são só um coadjuvante de um mega-metragem. Memória essa, que deteriora-se aos anos e que traí-me com uma lembrança corriqueira que não se apaga.
Vejo fotos, várias cenas vividas e ensaiadas. Ensaios que foram desastres de uma peça que nunca teve público o bastante para entrar em cartaz e ter uma repleta platéia aplaudindo de pé. Aplausos e palmas fazem minhas mãos ficarem vermelhas e coçantes. Portanto, nunca os foram de meu agrado.
De fato, deveria estar estudando. E até estou com o assunto aqui, esparramado sobre minha mesa. Tentei chamar atenção de alguns, apenas dois deram-me trela. Mas, nenhum com quem eu pudesse compartilhar algo, que nem ao menos tira-me o sono, mas que trouxe-me grande encômodo durante uns minutos que tendem a estender-se até então.
Por fim, certeza tenho que raros leirão isso. De certo, creio que apenas uma. E com essa uma, gostaria de conversar agora, neste exato momento. Mas, ela dorme. Fiel amiga de características visíveis e de essência inesboçável [e existe essa palavra? pois sim, acabo de inventá-la!].
Durma, garota amendoim...
Eis que a noite que agora devora minhas próximas horas, trouxe consigo uns lembranças vazia de tantos fatos e cheias de tantos ocorridos.
Um filme passou durante uns segundos e deixou-me uma sensação de surrealidade de como tanto aconteceu e nada ficou. Mas, de fato até ficaram algumas coisas, coisas minhas e coisas de outros tantos que comigo compartilharam outras e outras coisas, que por sua vez penso em não citá-las. Que também chego a pensar que não as lembro e isso são apenas delírios que um dia ouvi por diversas vezes e que acabou-se por fixar-se em algum ponto de minha tórrida memória.
Memória essa vezes falhas e vezes traídora. Traí-me quando atrai pensamentos de algum ponto de felicidade que agora são só um coadjuvante de um mega-metragem. Memória essa, que deteriora-se aos anos e que traí-me com uma lembrança corriqueira que não se apaga.
Vejo fotos, várias cenas vividas e ensaiadas. Ensaios que foram desastres de uma peça que nunca teve público o bastante para entrar em cartaz e ter uma repleta platéia aplaudindo de pé. Aplausos e palmas fazem minhas mãos ficarem vermelhas e coçantes. Portanto, nunca os foram de meu agrado.
De fato, deveria estar estudando. E até estou com o assunto aqui, esparramado sobre minha mesa. Tentei chamar atenção de alguns, apenas dois deram-me trela. Mas, nenhum com quem eu pudesse compartilhar algo, que nem ao menos tira-me o sono, mas que trouxe-me grande encômodo durante uns minutos que tendem a estender-se até então.
Por fim, certeza tenho que raros leirão isso. De certo, creio que apenas uma. E com essa uma, gostaria de conversar agora, neste exato momento. Mas, ela dorme. Fiel amiga de características visíveis e de essência inesboçável [e existe essa palavra? pois sim, acabo de inventá-la!].
Durma, garota amendoim...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Diferencial?! E existe?!
Escrever!
Escrever!
Escrever!
Sinto falta de escrever. Mas, escrever sobre o quê?! Devo ter passado uma época um tanto quanto restrita, que começo a sentir falta do modo "abstrato" como estava escrevendo nos últimos tempos. Mas, agora chega!
"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz..."
O Camelo foi feliz ao ter musicalizado algo que tanto queremos e tanto anseiamos. Anseios por uma busca desenfreada quando se trata de nossa felicidade. Seja esta felicidade pessoal ou profissional. E sem respaudo algum, concluo que a felicidade pessoal é a mais incessante de todas as outras. Buscamos todos os dias por uma forma de felicidade pessoal, a amorosa de fato é a maior delas e por conseqüência disso, acabamos procurando felicidade em outros campos: estudo, amizade, profissão.
Quando inicamos alguma coisa, sentimos que vamos mudar o mundo. Que vamos radicalizar, fazer o diferencial, um tombo e começamos a ver que não é por esse lado e sua grande ansiedade de fazer o diferencial sempre vai existir e de uma maneira quase que impercebível aos demais [e frustrante ao seu ego, que nunca vai conseguir provar pra si mesmo que diabos que é esse tal diferencial].
Pensei em amar, amar de forma exponencial... Me doar de corpo e alma [e com esses meus mais de 50kg, ponha corpo nisso!], de fazer diferente. De tentar ser diferente. Diferente como a anos não me via e sei que consigo ser assim, contudo sei que é duro [e vai ser duro fazer corroer essa carapaça que se formou por esses anos passados].
Por vezes, me sinto como um "piolho-de-cobra", quando você toca, ele recua e se enrola. Espera um tempo e vai seguindo sua vidinha de artrópode [?!]
E por fim, ainda resta a dúvida maldita: "Qual o meu diferencial?!"
Escrever!
Escrever!
Sinto falta de escrever. Mas, escrever sobre o quê?! Devo ter passado uma época um tanto quanto restrita, que começo a sentir falta do modo "abstrato" como estava escrevendo nos últimos tempos. Mas, agora chega!
"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar com o meu nariz..."
O Camelo foi feliz ao ter musicalizado algo que tanto queremos e tanto anseiamos. Anseios por uma busca desenfreada quando se trata de nossa felicidade. Seja esta felicidade pessoal ou profissional. E sem respaudo algum, concluo que a felicidade pessoal é a mais incessante de todas as outras. Buscamos todos os dias por uma forma de felicidade pessoal, a amorosa de fato é a maior delas e por conseqüência disso, acabamos procurando felicidade em outros campos: estudo, amizade, profissão.
Quando inicamos alguma coisa, sentimos que vamos mudar o mundo. Que vamos radicalizar, fazer o diferencial, um tombo e começamos a ver que não é por esse lado e sua grande ansiedade de fazer o diferencial sempre vai existir e de uma maneira quase que impercebível aos demais [e frustrante ao seu ego, que nunca vai conseguir provar pra si mesmo que diabos que é esse tal diferencial].
Pensei em amar, amar de forma exponencial... Me doar de corpo e alma [e com esses meus mais de 50kg, ponha corpo nisso!], de fazer diferente. De tentar ser diferente. Diferente como a anos não me via e sei que consigo ser assim, contudo sei que é duro [e vai ser duro fazer corroer essa carapaça que se formou por esses anos passados].
Por vezes, me sinto como um "piolho-de-cobra", quando você toca, ele recua e se enrola. Espera um tempo e vai seguindo sua vidinha de artrópode [?!]
E por fim, ainda resta a dúvida maldita: "Qual o meu diferencial?!"
terça-feira, 17 de abril de 2007
Saguão
Peles recessacadas...
Folhas de pé de limão caídas, folhas de pé de limão no outono, folhas de pé de limão que mais parecem lágrimas que caem a cada vento soprado e sussurado, quando a saudade é avassaladora e nada breve.
(Pausa)
Menino: Mamãe! Por que essa moça tá chorando?!
Mãe: Ela chora porque 'tá triste, filho. E você, não chora quando 'tá triste?
Menino: Eu choro quando estou machucado.
(Moça das lágrimas, sorri entre as lágrimas acalentadoras)
Mãe: Então, meu filho... O coração dela tá triste, pois está machucado. Machucado de saudade.
Menino: Se eu der um abraço nela, ela pára de chorar, mamãe?
Mãe: Acho que ela vai sorrir, meu filho. Você quer?
Menino: Eu quero! Vou lá! Ela é alta e bonita e não quero ver ela chorando.
Moça das lágrimas nota o garoto ao seu lado, abaixa e sente um abraço apertado de um garotinho que provavelmente nunca mais verá.
No mais, sabemos que ela nunca há de esquecer essa cena e os atuantes da mesma.
Logo, constatamos que as mães sempre têm razão, de uma forma ou de outra.
Folhas de pé de limão caídas, folhas de pé de limão no outono, folhas de pé de limão que mais parecem lágrimas que caem a cada vento soprado e sussurado, quando a saudade é avassaladora e nada breve.
(Pausa)
Menino: Mamãe! Por que essa moça tá chorando?!
Mãe: Ela chora porque 'tá triste, filho. E você, não chora quando 'tá triste?
Menino: Eu choro quando estou machucado.
(Moça das lágrimas, sorri entre as lágrimas acalentadoras)
Mãe: Então, meu filho... O coração dela tá triste, pois está machucado. Machucado de saudade.
Menino: Se eu der um abraço nela, ela pára de chorar, mamãe?
Mãe: Acho que ela vai sorrir, meu filho. Você quer?
Menino: Eu quero! Vou lá! Ela é alta e bonita e não quero ver ela chorando.
Moça das lágrimas nota o garoto ao seu lado, abaixa e sente um abraço apertado de um garotinho que provavelmente nunca mais verá.
No mais, sabemos que ela nunca há de esquecer essa cena e os atuantes da mesma.
Logo, constatamos que as mães sempre têm razão, de uma forma ou de outra.
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